A Arte de Falar em Público

sábado, 12 de outubro de 2013
No mês passado fui a um workshop sobre comunicação, na AEP. Chamava-se "7 Segundos - Uma Experiência de Comunicação, e foi dado por Jorge Freitas, da empresa Oceano Azul Speakers Agency.  O tema era "como causar uma boa impressão quando falamos em público". O Jorge ensinou-nos que os primeiros 7 segundos são os mais importantes, porque é o tempo que o nosso cérebro precisa (em média) para formar uma opinião sobre uma pessoa. Assim, o falar em público não começa quando iniciamos o nosso discurso, mas sim logo que nos levantamos da cadeira para nos dirigirmos ao palco.





Desde esse momento, a plateia começa a avaliar-nos. E se não nos concentrarmos, em princípio não vai correr bem, porque o nosso cérebro inicia automaticamente uma programação mental negativa. Assim, durante duas horas, aprendemos alguns truques para disfarçar os sinais de nervosismo, que "atacam" o nosso corpo assim que nos levantamos. Tremor das mãos e das pernas, batimento cardíaco acelerado, falha da voz, ruborização do rosto, etc.

Assim que nos levantamos para falar, temos de ter em atenção determinados aspectos: sorrir sempre, manter uma postura correta e confiante, ir mantendo contacto visual com a plateia. Se nos tremerem as mãos, devemos apertá-las por instantes atrás das costas e depois continuar o exercício com os pés. Se estivermos a segurar numa folha, podemos dobra-la em dois, para que não trema tanto. Se tivermos tendência para ficar com o rosto ruborizado, podemos aplicar uma pré-base específica para neutralizar a vermelhidão (homens também). Um dos truques no momento de subida ao palco é cumprimentar um dos elementos da plateia, por forma a desviar as atenções para ele - automaticamente, a plateia curiosa vai querer ver quem é aquela pessoa. Devemos tentar criar empatia com o público, adoptar uma postura simpática, dar ênfase às palavras recorrendo a gestos - estes ajudam a plateia a fixar a informação. Nunca devemos pedir desculpa ao público. Podemos tossir, espirar, beber água ou qualquer outra coisa, mas nunca pedir desculpa por isso - além de transmitir uma posição inferior, faz com que a plateia retenha aquele momento. E devemos preparar bem o final do discurso, que geralmente é esquecido no momento do treino - pode ser feito recorrendo a uma pergunta retórica ou uma citação: "Pensem como um sábio, mas falem como uma pessoa comum", Aristoteles.

Atenção que o objectivo é apenas disfarçar, e não eliminar o stress, uma vez que este é bom, é saudável, é normal. Significa que estamos preocupados que aquela situação corra bem. É o chamado "stress tónico". Claro que também existe o stress mau, chamado "stress tóxico", e esse sim deve ser disfarçado.









Fundamental é também uma boa preparação e muito treino, aproveitar todas as oportunidades para falar em público, nem que seja na Igreja ou numa reunião de condóminos. O Jorge publicou um livro, onde podem ler inúmeras estratégias sobre a arte de falar em público. Chama-se "7 Segundos" (12€). Gostei imenso do workshop, aprendi coisas muito interessantes. Estejam atentos aos workshops da AEP porque de vez em quando aparecem uns gratuitos!





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