O Desenvolvimento da Personalidade

quinta-feira, 11 de outubro de 2018
Como sabem, sou uma mãe que trabalha em casa. Para além de blogger, organizo eventos, faço a ligação entre marcas e influenciadoras para ações de divulgação e organizo ações de rua com promotores. Para além disto, faço a gestão de alojamentos locais. São tudo coisas que consigo fazer a partir de casa e acho que me organizo bastante bem. Em relação à Carminho, acaba por passar a maior parte do dia comigo. E é precisamente sobre essa proximidade e sobre o impacto que tem na personalidade dela, que venho escrever hoje.


Agora que ela já tem mais de 1 ano e já tem uma maneira de ser própria, já interage, já compreende o que lhe dizemos, e está a desenvolver a sua personalidade, acho sinceramente que ela seria uma pessoa diferente se a tivesse posto num infantário com poucos meses ou se a deixasse sempre em casa com outra pessoa. Em princípio, não há ninguém que estimule mais uma criança do que os pais, porque temos prazer em ensinar-lhes coisas e vê-los evoluir, gostamos de fazer brincadeiras e palhaçadas só pelo prazer de os ver rir às gargalhadas, fazemos por transmitir-lhes valores e boas maneiras desde pequeninos, somos cuidadosos e queridos com eles como ninguém. E isso acaba por se refletir na personalidade deles. Porque o ser humano dá aquilo que recebe, e as crianças aprendem muito por imitação.

"A primeira fase de desenvolvimento da personalidade é crucial para a sua estrutura e posterior desenvolvimento" dizem os psicólogos. Tenho lido sobre isto. O ambiente em que a criança se encontra no dia-a-dia é um dos 2 grandes fatores que influenciam o desenvolvimento da personalidade, ao lado da herança genética. Dentro do fator "ambiente" temos: as experiências afetivas, os valores e crenças e a socialização. Nós, enquanto pais, temos um papel: proporcionar o melhor ambiente para eles se desenvolverem. Claro que num infantário eles também são muito estimulados, principalmente em termos de socialização, mas também é verdade que são apenas mais um - não vão receber o lado afetivo. Não como recebem em casa. E ficar diariamente (ou seja, por norma) com a pessoa que cuida da casa também não me parece o ideal. Por muito que gostem deles, têm de se dedicar a outras tarefas...

Eu optei por não colocar a Carminho num infantário ao primeiro ano de vida. Muitas de vocês me perguntam porquê. Claro que eu teria mais tempo para o meu trabalho, para mim e para a casa se o fizesse... Primeiro, porque felizmente tenho condições e organizo-me suficientemente bem para ficar com ela (não é nada fácil, tenho de abdicar de várias coisas, mas prefiro); segundo, porque tenho um bom apoio dos avós; e terceiro porque o meu pediatra, em quem confio de olhos fechados - o Dr. Henrique Soares da Porto Clínica, já sei que me vão perguntar - me disse que não existem vantagens em termos de desenvolvimento (no primeiro ano). Vão passar a vida doentes, com o sistema imunitário fraco, e pouco mais. É uma teoria, há quem defenda o contrário, mas eu sigo o meu pediatra, como todas devem fazer.


A Carminho é uma bebé amorosa, diz olá e adeus a qualquer pessoa, é sociável, está bem desenvolvida a nível motor e de fala, dorme e come muito bem porque eu estou sempre aqui para cumprir os horários e as rotinas, que são tão importantes para eles serem tranquilos, bem-dispostos e aprenderem a comportar-se. Não estou a dizer que a minha filha é perfeita, estou a dizer que, na minha perspectiva, estou a conseguir desenvolver o que de melhor existe nela. E também a criar um vínculo mãe-filha forte.

Eu sei que infelizmente nem todas as mães têm a possibilidade de ficar com os filhos em casa, mas há fases de desenvolvimento em que deve ser feito um esforço extra para passar mais tempo com eles. Nem que seja tentar sair mais cedo do trabalho, e aproveitar ao máximo os fins-de-semana, feriados e férias para fazer coisas com eles, brincar, dar-lhes carinho. Uma boa opção, para quem tem a sorte de ter esse apoio, é deixar com os avós, que são pessoas com a mesma disponibilidade que nós para os estimular e que lhes dão carinho ao máximo (às vezes até demais!). Para quem, como eu, trabalha por conta própria ou tem liberdade de horário, tentem organizar-se para passarem bastante tempo com eles. E, claro, aproveitem as licenças ao máximo! Afinal, não há nada mais importante que os filhos.

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Fotografias by Menta Mais Chocolate

2 comentários on "O Desenvolvimento da Personalidade"
  1. Concordo plenamente com tudo o que a Marta referiu. Sou trabalhadora por conta própria e consigo desta maneira organizar-me em termos de horários. O pai da Leonor trabalha por turnos. Ou está em casa de manhã ou de tarde. Tentamos nos organizar entre os dois e, desta forma, ela passa imenso tempo connosco. Faz hoje 9 meses e começou neste mês a ir duas tardes por semana para a creche. Um dia por semana fica com a avô. Ou seja, ela tem tudo isso que a Marta referiu, pois é verdade que na creche, apesar de tudo, são apenas mais um. Ela é super sociável, ri para toda a gente, está super bem desenvolvida, come bem, dorme bem, e tal como acontece com a Carminho, penso que isso tudo se deve ao tempo que nós disponibilizamos para os nossos filhos. Brincamos muito com ela, estimulamos-a muito. E não é difícil ver que ela é uma criança feliz. Infelizmente, como a Marta referiu, nem todas as mães podem fazer isso. Nós temos sorte e sabemos aproveitar essa sorte da melhor maneira.
    ������

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  2. Não sou mãe mas, a meu ver, a Carminho é uma criança adorável e super amorosa!
    A meu ver é super importante este tempo que as crianças passam com os pais após o nascimento, afinal pelo que sei, é nos primeiros anos que se forma a sua personalidade e se tiverem o apoio e a disponibilidade dos pais não têm por que não ser crianças sociáveis e super bem desenvolvidas além de estarem constantemente rodeadas de amor!
    Cris

    www.lima-limao.pt

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